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A “pixarização” dos meios de pagamentos

A “pixarização” dos meios de pagamentos
Sorte é o que acontece quando a oportunidade encontra alguém preparado.
Sêneca

No início da minha vida profissional eu trabalhei como office boy e pegava longas filas nos bancos e com digitalização do sistema bancário brasileiro, eu não lembro quando foi a última vez que enfrentei uma fila de banco pra pagar contas. Se você também não lembra é sinal que essa experiência digital está ficando cada vez mais cotidiana para você também. O brasileiro em geral está resolvendo sua vida financeira pelo celular ou pelo internet banking. Os números corroboram esta afirmação. Em 2020, mais de 51% das transações bancárias foram realizadas em celulares, segundo pesquisa recente da Febraban. Juntos, o mobile banking e o internet banking, concentraram 67% de todas as movimentações bancárias no ano passado.

A influência da pandemia da Covid-19 na aceleração dessa digitalização é inquestionável, como mostra uma recente pesquisa da Boa Vista. O levantamento diz que 29% dos consumidores brasileiros têm feito mais compras online desde o início da pandemia. Na esteira desse processo estão os meios de pagamentos escolhidos para pagar essas compras. Segundo o Banco Central, as transações com cartão por aproximação cresceram incríveis 400% entre janeiro de 2020 e junho deste ano. Nesse mesmo período, 38 milhões de pessoas abriram sua primeira conta, ou seja, foram bancarizadas de alguma forma.

Para reforçar essa tendência de expansão financeira digital que os novos meios de pagamentos estão nos oferecendo, em apenas sete meses de seu funcionamento o Pix foi adotado por cerca de 70% dos pequenos e médios empreendedores. Se antes os meios de pagamentos estavam limitados ao físico, como os cartões de crédito, débitos e aos leitores de código de barras no caso dos boletos, hoje temos QR Codes, links, carteiras digitais, relógios, pix e o que mais surgir.

Certamente, o grande fator impulsionador dessa revolução no setor de meios de pagamentos foram as fintechs e seus investidores de risco, que passam agora a abrir um leque ainda maior de possibilidades para o consumidor brasileiro. Exemplo disso é ter as soluções de meio de pagamento já disponíveis como serviço (as a service) e não como um produto. Ou seja, possibilitando que mais empresas possam ter seus próprios meios de pagamento sem precisar desenvolvê-los, nem se tornar uma instituição de pagamento, como fez a Uber como a criação de sua conta digital. É o que já é chamado de banco como serviço, ou Banking as a Service (BaaS).

Ao mesmo tempo em que as soluções vão facilitando as nossas vidas e das empresas nesses processos de pagamentos, a preocupação com performance das aplicações e segurança devem aumentar na mesma escala. É por isso que novas soluções antifraude, desenvolvidas pela engenharia de qualidade de produtos digitais, estão mais robustas, a exemplo da tokenização e do protocolo 3DS 2.0, que mitigam a fraude nas compras on-line.

Aqui na inmetrics somos especialistas em engenharia de qualidade e segurança de produtos digitais, atuando de ponta-a-ponta em fintechs, bancos, seguradoras e outros segmentos “fintechnizados”.

Concluindo, seja qual for o caminho e as formas como as pessoas interagem com instituições financeiras essas tecnologias estarão presentes de forma visível ou invisível aos olhos do leigo. Uma coisa é certa, a mudança veio para ficar e as filas de caixa vão deixar de existir em um futuro não muito distante.

Artigo publicado originalmente no Linkedin.

JUPTER 🖖
Robson Del Fiol
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Digital Marketing, Innovation, Startups Ecosystem, Advisory Board.

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